segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CEGUEIRA?

Não é choro de perdedor, mas se aquele juiz "cegueta" do quadro da FPF (Federação Paraense de Futebol) tivesse marcado o gol legítimo para o Águia contra o Cametá, no último sábado (25), a história da decisão deste 1º turno do Campeonato Paraense teria sido diferente.

No lance polêmico, a bola foi chutada de fora da área pelo volante aguiano Analdo e, após bater no travessão, desceu dois palmos meta adentro e voltou. Com a paralisação da jogada, uma breve conferência entre os árbitros se formou na área Cametaense. Um dos assistentes alertou que a bola cruzara a linha do gol, mas, estranhamente, o sr. Clauber José Miranda (árbitro principal) fez ouvidos de mercador e chamou a (ir)responsabilidade para si, anulando o tento aguiano. 

É claro que o Cametá teve méritos na conquista do 1º turno pois fez partidas muito boas e, na melhor delas, sapecou 4 a 1 no próprio Águia no jogo de ida da decisão. Entretanto, pela forma como a equipe marabaense atuou no sábado, foi frustrante ver o Mapará fazer festa no velho Zinho após a "ajudinha" do Stevie Wonder da FPF. O golaço que o Ratinho do Cametá fez não teria o mesmo peso se aquele gol legítimo não tivesse sido anulado.

Agora é bola pra frente. O 2º turno já começa hoje e o Águia pega o Remo às 20h30 no Zinho Oliveira. Que os sopapos deem lugar ao futebol e que os fotógrafos não deixem seus tripés ao alcance dos jogadores.
  



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

DANILO GENTILI SOBRE O CARNAVAL

Queria ser presidente por um dia. Faria uma lei que anulasse o carnaval em prol da nação. Argumentos lógicos não me faltam: Diminuição de acidentes; menor índice de HIV positivo; melhorar imagem do país no exterior; cortar semana ociosa para que aumentemos nossa renda; valorizar a imagem da mulher brasileira; investir os 2 bilhões por ano do carnaval em educação; diminuir consumo de drogas nesse período…
Acho que não teria o apoio popular pra isso. Já tivemos presidentes que afundaram a educação, a habitação, a reforma agrária, a inflação, a renda familiar, os empregos, e até mesmo presidente que roubou nossa poupança. Ninguém reclamou. Porém, se eu acabasse com o carnaval certamente me matariam.
Mesmo sabendo o risco  que  corro, aceitaria essa missão suicida, afinal, é melhor morrer no país do carnaval do que viver no carnaval desse pais.


NOTA DO BLOG
É como diz aquele ditado:
"No Carnaval as mina pira, em novembro as mina pari".

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

ESTUDO DO BID RELACIONA NOVELAS A DIVÓRCIOS NO BRASIL

Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sugere uma ligação entre as populares novelas da TV Globo e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas.
Na pesquisa, foi feito um cruzamento de informações extraídas de censos nos anos 70, 80 e 90 e dados sobre a expansão do sinal da Globo - cujas novelas chegavam a 98% dos municípios do país na década de 90.


Segundo os autores do estudo, Alberto Chong e Eliana La Ferrara, "a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumenta significativamente depois que o sinal da Globo se torna disponível" nas cidades do país. 
Além disso, a pesquisa descobriu que esse efeito é mais forte em municípios menores, onde o sinal é captado por uma parcela mais alta da população local.

Instrução
Os resultados sugerem que essas áreas apresentaram um aumento de 0,1 a 0,2 ponto percentual na porcentagem de mulheres de 15 a 49 anos que são divorciadas ou separadas. "O aumento é pequeno, mas estatisticamente significativo", afirmou Chong.

Os pesquisadores vão além e dizem que o impacto é comparável ao de um aumento em seis vezes no nível de instrução de uma mulher. A porcentagem de mulheres divorciadas cresce com a escolaridade.

O enredo das novelas frequentemente inclui críticas a valores tradicionais e, desde os anos 60, uma porcentagem significativa das personagens femininas não reflete os papéis tradicionais de comportamento reservados às mulheres na sociedade.

Foram analisadas 115 novelas transmitidas pela Globo entre 1965 e 1999. Nelas, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% eram infiéis a seus parceiros.

Nas últimas décadas, a taxa de divórcios aumentou muito no Brasil, apesar do estigma associado às separações. Isso, segundo os pesquisadores, torna o país um "caso interessante de estudo".

Segundo dados divulgados pela ONU, os divórcios pularam de 3,3 para cada 100 casamentos em 1984 para 17,7 em 2002.

"A exposição a estilos de vida modernos mostrados na TV, a funções desempenhadas por mulheres emancipadas e a uma crítica aos valores tradicionais mostrou estar associada aos aumentos nas frações de mulheres separadas e divorciadas nas áreas municipais brasileiras", diz a pesquisa. (Fonte: BBC Brasil)


NOTA DO BLOG
Sempre tive a percepção de que a vida imita a arte e não o contrário. 
O estudo noticiado acima foi apresentado em 2009  e serviu para corroborar com o que percebo a respeito da influência dos meios de comunicação (no caso a TV) sobre o comportamento das pessoas. 

Para piorar
, a situação envolvendo a separação de casais só agravou-se com a chegada da "lei do divórcio imediato" que contribuiu (eficazmente) à desestruturação familiar e cujos danos serão sentidos num futuro não muito distante. Anotem o que estou escrevendo.

Querendo ou não, a família é a base fundamental da sociedade e lutar contra ela não parece ser uma atitude muito inteligente.

"Toda a doutrina social que visa destruir a família é má, e para mais inaplicável. Quando se decompõe uma sociedade, o que se acha como resíduo final não é o indivíduo mas sim a família." (Vitor Hugo)
É bom usarmos nosso senso crítico quando estivermos diante da TV. 
Claro que somos livres para assistirmos ao que quisermos mas, o controle remoto existe para que possamos manipulá-lo e não o contrário.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ADMIRADOR SECRETO


EFEITO MAPARÁ

Sou declaradamente torcedor do Águia de Marabá. Vou ao estádio regularmente e, sempre que posso, ajudo a incentivar o time durante os jogos (mesmo que o preço do ingresso me faça querer ficar em casa).

Confesso que fiquei empolgado com a boa campanha aguiana neste primeiro turno do "Parazão" e, com surpresa, o vi chegar à decisão com certa facilidade. Mas, justamente no momento mais importante onde o time deveria demonstrar força, ele "arregou"; t
omou uma sova do Cametá que, valendo-se do mando de campo, atropelou o time marabaense. Minha indignação se dá pelo fato de que tal vexame pode ter decidido os rumos desta fase do campeonato. Foi pra isso que nos classificamos em primeiro?

Será que estamos diante de mais um "quase"? 
Pode ser que o Águia reverta e faça 3 gols no jogo de volta aqui em Marabá, mas, cá entre nós, o Cametá não é o Remo. Estou indignado com o desempenho do Águia nesta final, afinal, morrer na praia tem sido a marca registrada da folclórica e interminável "Era Galvão".