quarta-feira, 30 de novembro de 2011

FRANCO FAVORECIMENTO

Do blog Terra do Nunca do jornalista Chagas Filho.

Documento oficial da prefeitura (lá embaixo) confirma que o prefeito Maurino Magalhães repassou nada menos de R$ 177,5 mil para a Igreja Assembleia de Deus realizar o 19º Congresso das Senhoras da Igreja. Isso mesmo, 177 paus!

O dinheiro foi repassado por meio da Associação Educativa e Cultural Missão Amazônia, conforme cópia de extrato de convênio que eu tenho aqui nas minhas mãos e segue anexa aqui no blog.

Agora, eu pergunto: Isso é certo?
Vocês não estão entendendo, a prefeitura cedeu o ginásio poliesportivo para sediar o evento e ainda deu quase R$ 180 mil só para a igreja fazer o tal congresso.

O pior é que membros de outras denominações religiosas dizem que não recebem recursos para promover suas atividades e ainda são obrigados a pagar uma taxa quando solicitam utilização do mesmíssimo ginásio poliesportivo.

Não é preciso dizer pra ninguém que o prefeito Maurino Magalhães é membro da Assembleia 
de Deus.

Em tempo:
Não é uma crítica à igreja ou aos seus membros fiéis; é uma crítica aos dirigentes dessa entidade e ao prefeito.



terça-feira, 29 de novembro de 2011

DIVISÃO DO PARÁ E A VERDADE DAS PESQUISAS. QUEM ESTÁ COM A RAZÃO?


Do blog de Manuel Dutra e divulgado no Quaradouro.

A Folha de São Paulo, que acaba de demitir centenas de jornalistas e outros funcionários, imersa em profunda crise financeira e de credibilidade, afirma, através do Datafolha, que 60% dos paraenses são contra a criação dos Estados do Carajás e Tapajós, e que somente 30% são favoráveis. Tal pesquisa não especifica em que municípios foi realizada a enquete nem dá outros detalhes.

Hoje, no site do Sintepp, que é o sindicato dos professores em educação pública do Pará, está o seguinte resultado:

Sim:   50.3 % (7965)       
Não:   49.0 % (7753)       
Indiferente:  0.6 % (101)

No site da Rádio Belém FM, os ouvintes dão este resultado hoje:

SOU A FAVOR - 60% (9011)
SOU CONTRA - 40% (6108)

Então, onde está a verdade: no falido jornalão paulista ou nas entidades paraenses sediadas em Belém? Como se sabe, a elite política e empresarial de São Paulo é visceralmente contrária aos novos Estados. E a Folha é um jornal que sempre falou por essas elites, logo...

Outra: Se a diferença em favor do 'Não', segundo a Folha, é tão grande, porque até o governador Simão Jatene está prometendo entrar "de cabeça" na campanha do Não? 
Alguns setores do 'Nã'o parecem desesperados. Como, se a pesquisa Datafolha dá uma margem tão grande favorável ao 'Não'?

Será que não está por aí um esquemão querendo enganar o eleitorado paraense? 
Será que não poderia também existir um esquemão para tentar manipular os resultados do plebiscito?

 Perguntas que exigem respostas.

UMA QUESTÃO DE VISÃO


domingo, 27 de novembro de 2011

AS CONTRADIÇÕES DE MAURINO


Do blog de Laércio Ribeiro.

Durante pronunciamento feito em seu gabinete na última sexta-feira (25/11), quando anunciou as mudanças na administração, o prefeito de Marabá Maurino Magalhães se atrapalhou mais uma vez. Na tentativa de justificar o balaio de gatos em que se tornou o seu governo, ele achou de associar as dificuldades da administração municipal à crise interncional de 2009, ano em que assumiu a prefeitura. Também fez referência à Crise Europeia, "que se alastra com suas repercussões negativas em todo o mundo", conforme nota distribuída por sua assessoria de imprensa.

Pra fazer jus a sua fama de prefeito trapalhão, ele acabou entrando em várias contradições. Ao mesmo tempo em que falou em crise, destacou que Marabá integrou este ano o seleto grupo dos 300 municípios que mais cresceram no mundo, razão de sua viagem à Alemanha no mês passado.

Por outro lado, não esclareceu a falta de coerência entre o cenário de adversidades que diz enfrentar e o inchaço exorbitante da folha de pagamento da prefeitura em sua administração. Nesses três anos de seu governo, ao invés de enxugar a folha, como seria de se esperar de qualquer administrador cercado por dificuldades, ele, ao contrário, patrocinou um inchaço de mais de 60% no quadro de pessoal, conforme publicado recentemente pelo Jornal Correio do Tocantins. Ou seja, curiosamente, o prefeito priorizou contratações, quando as finanças do município atravessavam seu momento mais difícil.
Eis o que diz o CT em sua edição on line:

"Quando entregou a Prefeitura para Maurino, em dezembro de 2008, Tião Miranda mantinha sob sua rédea um quadro com 7.300 servidores e uma folha de pagamento da ordem de R$ R$ 8.115.300,00. Em fevereiro de 2009, portanto dois meses depois de iniciar seu governo, o valor da folha sofreu uma elevação superior a 40% e saltou para nada mais nada menos que R$ 11.443.442,46, conforme dados da própria Secretaria de Comunicação, à época.

Agora, em meio à crise financeira que aponta para a falência, antes de completar três anos de “O Povo Governando”, o número de servidores da Prefeitura chega a 9.298 e a Folha de Pagamento foi fermentada e saltou para R$ 13.573.200,79.

Fugindo dos jornalistas - No dia em que anunciou mudanças em seu governo (exoneração de secretários, extinção de secretaria e demissão de comissionados), acossado pelas indagações de uma batelada de repórteres durante coletiva que ele próprio convocou, o prefeito Maurino acabou fugindo da sala para não ter que explicar o que, certamente, teria muita dificuldade de fazer. Depois de responder meia-duzia de perguntas, ele arranjou uma desculpa e acabou com a entrevista.

Com isso, deixou os jornalistas sem respostas para uma série de perguntas. Aliás, teve questionamento que ele não respondeu pura e simplesmente por uma questão de vontade própria. Por exemplo, quando foi perguntado sobre os critérios para a demissão dos comissionados, ele saiu-se com um “eu não preciso dizer os critérios”.

Entre as dúvidas que ficaram no ar indaga-se por que houve tanta demora em fazer a reforma, considerando que os problemas vêm desde 2009 e as mudanças eram uma cobrança, inclusive da base aliada, já no primeiro ano de governo.

Maurino negou que a troca de secretários tenha sido por uma questão de incompetência, mas não explicou por que mexeu em pastas essenciais para o funcionamento da máquina administrativa. Num momento de crise, ele deixa o setor de arrecadação do município numa situação de instabilidade, já que nos próximos dias, segundo suas próprias palavras, a Secretaria de Gestão Fazendária ficará nas mãos de um secretário interino.

Ficou claro que a reforma visa, entre outras coisas, fechar o rombo da inadimplência da prefeitura com fornecedores e prestadores de serviço, mas o prefeito não explicou qual é o montante da dívida pública com este segmento. Questionado, Maurino disse apenas que ele “não é grande” e é “administrável” (outra contradição).

Outra pergunta que ficou no ar é sobre como a reforma vai afetar os convênios, as parcerias e as obras em andamento. O prefeito deixou claro que alguns projetos serão paralisados, mas não explicou quais. Em nota divulgada por sua assessoria, Maurino informa que fará “ajustes necessários e transparentes para a condução municipal”. 

Como se vê, fala-se em transparência, quando, ao contrário, é de nebulosidade o cenário que fica, na ausência de respostas para tantas indagações.