Após a derrota no plebiscito de domingo passado (11) tenho encontrado dificuldades para me conformar com o resultado das urnas, embora respeite a decisão da maioria. O fato de respeitar não me impede que eu discorde e muito menos me conforme. Aliás, inconformismo é uma termo que não deve fazer parte do dicionário da população da capital, mas, fazer o quê?
O fato é que a divisão do Pará aconteceu; precisa agora oficializar.
Já estou do lado de cá, faz tempo...
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
O ABISMO É LOGO ALI
Há quem diga que a causa emancipacionista está perdida.
No entanto, perder ou ganhar faz parte do jogo democrático do qual todos os paraenses terão que participar no próximo domingo (11). Como não sou peru de Natal para morrer em véspera, vou acreditar até o último momento no que penso ser a melhor e a mais viável possibilidade de desenvolvimento regional: a divisão do Pará.
Meu voto será para demonstrar todo meu inconformismo com a situação em que o nosso estado chegou e, principalmente, por não vislumbrar nenhuma saída deste abismo que foi cavado ao longo dos anos.
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| Foto extraída do Facebook Pró-Carajás |
Esta é a hora do paraense demonstrar amor por sua terra e, principalmente, por sua gente. Não apenas o "Pará-Belém", mas o Pará que abrange boa parte da região norte do País, onde muitos sentem na pele a dor do descaso e falta de comprometimento de governos cada vez mais distantes e inviabilizados economicamente.
Abrir mão de parte do território com o objetivo nobre de melhorar a qualidade de vida de todos os paraenses será, sem dúvida, uma demonstração de amor e tanto que só fará bem e não trará prejuízos. É preciso despir-nos de egoísmos e vaidades afim de que haja desenvolvimento social, econômico e político em todas as regiões deste que tem sido apenas um colosso pobre e adormecido.
Votar "Não" é manter tudo exatamente como está. Tanto é verdade que, ao longo deste período eleitoral, nenhum plano de reestruturação e desenvolvimento estadual foi apresentado. Não nos deram esperança nenhuma de futuro - além desta realidade que todos nós bem conhecemos. É nisso que vamos apostar?
Podem até continuar escavando o abismo, só não contem com minha pá para isso. Não sou masoquista.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
ZENALDO ESPALHA MENTIRA PARA DESESTABILIZAR CAMPANHA DO "SIM"
O deputado que encabeça a frente do "Não", Zenaldo Coutinho, espalhou na internet a falsa notícia de que o publicitário Duda Mendonça teria "largado" a campanha do "Sim". Esta notícia acabou sendo passada adiante (principalmente, pelas redes sociais) como se o marqueteiro tivesse abandonado o lado emancipacionista.
Ouvido por este blog, o deputado João Salame disse que tudo não passou de uma grande mentira.
"O Duda não abandonou a campanha. Ele simplesmente cumpriu sua agenda aqui na região e teve que viajar para honrar outros compromissos. Nós tínhamos pleno conhecimento disso". Disse ele.
Ainda, de acordo com Salame, o publicitário Duda Mendonça - em todo o período que atuou à frente da propagando do "Sim" - sempre agiu de forma extremamente profissional. Esclareceu.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
MORRE MARCELO MORHY
Do blog de Laércio Ribeiro
Marabá perdeu, na madrugada desta segunda-feira (5/12), um de seus bons talentos musicais. O artista Marcelo Morhy Guedes morreu, vítima de acidente automobilístico. Marcelo era filho querido da escrivã de polícia Pedrina Maria Morhy Guedes, lotada na Seccional da Nova Marabá.
Em postagem na internet, Morhy deixou escrito: "Sou aventureiro, namorador, brincalhão e amigo..."
E, em outro momento, postou: "Um tocador de violão, ñ pode parar".
O corpo do artista está sendo velado na Igreja da Praça São Francisco, no núcleo Cidade Nova.
Marabá perdeu, na madrugada desta segunda-feira (5/12), um de seus bons talentos musicais. O artista Marcelo Morhy Guedes morreu, vítima de acidente automobilístico. Marcelo era filho querido da escrivã de polícia Pedrina Maria Morhy Guedes, lotada na Seccional da Nova Marabá.
Em postagem na internet, Morhy deixou escrito: "Sou aventureiro, namorador, brincalhão e amigo..."
E, em outro momento, postou: "Um tocador de violão, ñ pode parar".
O corpo do artista está sendo velado na Igreja da Praça São Francisco, no núcleo Cidade Nova.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
PASTEL DE VENTO
Durante o debate de ontem, na RBA, o deputado João Salame (da frente pró-Carajás) disse que a campanha do "Não" é como pastel de vento pois, segundo ele, não possui conteúdo algum. Esta expressão não poderia ter sido outra, já que serviu para emoldurar a falta de propostas concretas do "Não" com relação aos problemas do Pará que, infelizmente, não passa de um gigante falido e cambaleante. Na prática, somos um colosso tão belo, mas com nenhuma força. (Taí o nosso IDH que não me deixa mentir).
O debate de ontem também serviu para mostrar a distância abissal entre o que se quer e o que é possível fazer (de fato) caso o Pará não seja dividido, e, na minha opinião, é isso que precisa ser bem avaliado pelo eleitor no próximo dia 11. O Pará "possível" é exatamente este que estamos vendo aí, sem perspectivas de crescimento e com a capacidade de investimento comprometida. É preciso que algo urgente aconteça mas, até o momento, não foi apresentado aos paraenses um outro caminho melhor que o da redivisão e que seja capaz de resolver - ou atenuar a médio prazo - esta situação de estagnação que nos encontramos.
Em dado momento do debate, o deputado Zenaldo Coutinho - na tentativa de mostrar que as propostas para o desenvolvimento do Pará existem - esboçou alguma coisa de momento, mas a sensação da falta de conteúdo ficou ainda mais evidente.
Vejam as "grandes" propostas do "Não" para alavancar o desenvolvimento de todo o Estado - caso não haja a redivisão territorial:
- 1º - Votar contra o "Sim". (Ora, como isso vai trazer dinheiro para o Pará se permanecer tudo exatamente como está?)
- 2º - Lutar para que a Vale passe a pagar 6 reais por cada tonelada de minério exportado. (Só faltou ele explicar o que fará caso esta proposta não seja aprovada. Tá contando com o ovo na cloaca da galinha. Ou seria "galhinha?". Sem falar que 6 reais é pouco pelo tamanho do lucro anual apresentado pela Vale, só aqui no Pará.)
- 3º - Lutar contra a Lei Kandir. (Ora, mas não foi exatamente durante o primeiro governo do Jatene que tal lei foi aprovada? Ficaram quietinhos, fizeram besteira e agora dizem que vão reverter a situação? Difícil crer.)
- 4º - Descentralizar as ações do governo. (Mas, de que adianta isso se não há recursos? Chega de ações simbólicas.)
- 5º - Promover a união política e social em todo o estado. (Na prática, isso significa o quê mesmo, hein?)
O ponto negativo do "Sim" no debate, foi quando o deputado Lyra Maia disse que o governo dos novos estados ficariam atuando em barracas (ou tendas, não lembro bem a expressão). Ora, faça-me o favor, né deputado? Esse tipo de argumento não convence ninguém e soa apenas como discurso demagógico.
Também acho que o deputado João Salame bem que poderia ter usado outro termo que não 'pizza' para exemplificar a divisão dos recursos federais entre as unidades federativas (FPE - Fundo de Participação dos Estados). Embora a intenção dele tenha sido didática, pizza é um termo-símbolo de avacalhação dentro do cenário político.
Acredito que o maior adversário da campanha do "Sim" não é outro, senão o sentimentalismo bairrista do paraense pela terra - embora, a "terra" em questão, seja Belém e sua circunvizinhança.
Vou votar "Sim", não pela vontade dos políticos envolvidos nessa campanha, mas pela necessidade urgente de ser fazer alguma coisa por esta terra que tem tanto a oferecer, mas vive estagnada no tempo, por conta de sucessivos governos cada vez mais omissos e ausentes.
Acho que deixar as coisas exatamente como estão é concordar com este modelo falido de gestão. Se conformar com o Pará de hoje, é ficar como o cão parado à frente da máquina de assar frango, sentindo o cheiro e tendo o gosto apenas no imaginário.
Se existe alguma outra forma para desenvolver estas regiões acho que já está na hora de mostrarem, pois - do contrário - o pastel continuará cheio. De vento, é claro.
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