sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O HILÁRIO ANTÔNIO


Cuma? E eu achando que as coisas deveriam ser às claras. 
Explica isso melhor, meu caro Hilário, senão vai queimar o filme.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O AMOR É LINDO...

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CRISE NO LEGISLATIVO

Do blog de Laércio Ribeiro

A Câmara Municipal de Marabá pode estar diante de uma crise intestina sem precedentes. A guerra campal em que se transformou a sessão da última terça-feira (20), com vereadores digladiando entre si, e trocando acusações consideradas graves, não apenas arranhou a imagem do Legislativo Municipal, mas colocou o parlamento de Marabá diante de um sério problema. Esta é a opinião quase unânime de quem acompanhou o tenebroso episódio, quando o próprio presidente da Casa e outros dois vereadores por pouco não vão às vias de fato.

“Nós entendemos que as denúncias que foram feitas aqui são graves e precisam ser apuradas, do contrário, a Casa pode ficar desmoralizada”, arrazoa a vereadora petista Antônia Albuquerque, a Toinha.

As denúncias a que ela se refere, e que serviram de estopim para o imbróglio de terça-feira, foram feitas pelo presidente da Câmara, Nagib Mutran, o Nagibinho (PMDB), contra seus pares Antônio Hilário Ribeiro, o Antônio da Ótica (PR) e Gerson do Rosário Varela, o Gerson do Badeco (PHS).

Nagib disse na sessão que Antônio da Ótica está se locupletando na administração municipal, a quem aluga caminhões caçamba de sua propriedade, cadastrados em nome de “laranjas”. Com relação a Gerson do Badeco, o presidente da Câmara o acusa de estar envolvido num esquema de cobrança de propinas existente entre agentes do DMTU (Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano).


Ouvido pela reportagem, Gerson do Badeco negou as acusações e disse que Nagib errou e precisa se retratar. “O presidente está tomando uma atitude indelicada. Ele está errado e tem que voltar atrás e pensar no que ele falou”, aconselhou o parlamentar, concordando em que o caso seja investigado.

Antônio da Ótica, sem negar nem admitir fundamento nas denúncias contra ele, se defendeu fazendo uma espécie de desabafo. Disse que votou em Nagib quando ele foi candidato a prefeito, mas não votaria mais. “Aqui, vereador nenhum é pai de ninguém, nem patrão de ninguém. O vereador que não sabe guardar segredo, não serve pra ser vereador. E fazer parte da mesa não quer dizer que é mais vereador que os outros”, declarou ele, dando a entender que Nagib fora seu confidente nas questões que agora lançava aos quatro ventos.

Indagada sobre a contenda entre os vereadores, a vice-presidente da Câmara, Irismar Sampaio (PR), que presidia a sessão no momento dos desentendimentos, considera que foi um acidente de percurso, ocasionado por descontrole dos que o protagonizaram. Segundo ela, houve excessos, que poderiam ter sido evitados, sobretudo em respeito às pessoas que estavam participando da sessão e não tinham nada que ver com aquilo.

Se referindo à postura de Nagib, como representante maior do Poder Legislativo, Irismar disse que ele precisa ser exortado. “Diante do que houve, eu acredito que deve haver um redirecionamento, um ajuste, na conduta da direção desse parlamento, porque nós não podemos permitir que questões intrínsecas do colegiado venham ser expostas para a comunidade da forma que foi hoje”, ponderou.

ALGUÉM JÁ VIU ISSO?

Recesso na saúde. Antes não tinha, agora tem!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

ABORDAGEM TRUCULENTA DO DMTU GERA PROTESTOS DE POPULARES

Agentes do DMTU - Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano - abordaram anteontem (20), na esquina da Avenida Castelo Branco com a Rua Alfredo Monção (encontro dos Bairros Laranjeiras e Cidade Nova) um condutor que estaria prestando serviço irregular como mototaxista. Segundo um dos agentes, o motoqueiro não quis acatar a ordem de apreensão do veículo e acabou revoltando-se com os fiscais que chamaram uma viatura da polícia ao local da confusão.

Mas, na versão de populares que testemunharam o episódio, o que houve foi uma ação quase policial dos agentes que chegaram a "agogar" o condutor. Revoltado diante do despreparo dos fiscais, o motoqueiro trocou empurrões e xingamentos com os agentes. O vídeo abaixo foi registrado logo após o início da troca de gentilezas. 

video

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

BARCELONA: UMA GOLEADA SOBRE
O FUTEBOL BRASILEIRO

Eu tinha muita esperança de que o jogo decisivo entre Barcelona e Santos fosse, na pior das hipóteses, uma partida acirrada - até porque se tratava da final do Mundial de Clubes da Fifa. Mas o que se viu foi um massacre tático e técnico do time catalão sobre os "Meninos da Vila" e isso me deixou profundamente preocupado. Não gosto de bajular clubes europeus, mas a verdade tem que ser dita.

Se você torce pra outro time (assim como eu) e ficou feliz com a derrota santista, acho que você deveria se preocupar também.  

Será que o seu time, no lugar do Santos, faria melhor? 
Muito provavelmente, não.

Foto: Yuriko Nakao/Reuters
Não faria pelo simples fato de que, hoje, o nosso futebol (que por décadas foi considerado o melhor do mundo) ficou reduzido ao individualismo, abraçando esquemas extremamente defensivos e cada vez mais estáticos. 
A partida do Santos, de Neymar e Ganso, foi apenas o reflexo do tipo de jogo praticado no Brasil nos últimos anos. E olha que o Santos é tido como exemplo de futebol arte. (Vamos ter que rever nossos conceitos.)
Se o que a equipe paulista joga é futebol arte, então, como chamar aquilo que o Barcelona está jogando?

É bem verdade que a equipe de Muricy Ramalho entrou em campo com medo do adversário e com clara intenção de não ser goleada. Faltou ousadia tanto para o técnico como para os jogadores. 
A coletividade, a troca rápida de passes em triangulações e a alternância de posições dentro de campo pelo Barcelona deram um nó no elenco paulista que não pode fazer nada, a não ser torcer para que o jogo acabasse logo e com o placar pouco dilatado. E, de fato, 4 a 0 foi pouco. O renomado jornalista Juca Kfouri acredita que 7 a 1 teria sido o placar mais condizente com a realidade da partida. Foi uma lição.

Por falar em lição, aqui no Brasil, fundamentos básicos como domínio de bola e 
passes; noções de cobertura e movimentação (jogar sem a bola) perderam espaço para a "filosofia" de técnicos imediatistas que preferem jogar sempre com o "regulamento debaixo do braço" e conquistar os pontos dos campeonatos a qualquer custo, sem avaliar os prejuízos que esta prática esteja trazendo. 

Mas, a culpa pelo retrocesso do futebol brasileiro não cai apenas sobre os treinadores. Estes, são vítimas dos dirigentes dos clubes que cedem à pressão de patrocinadores e, principalmente, da própria torcida. Tais dirigentes usam a demissão como um recurso para aplacar os ânimos de torcedores revoltados com a situação do time. É cíclico. 

Técnico no Brasil precisa mostrar serviço logo. Não há tempo para planejar (com exceção do Galvão do Águia de Marabá que tem tempo de sobra mas, não planeja nada). 
Aqui no Brasil os times não jogam pra ganhar; jogam pra não perder. Se rolar um empatezinho tá de bom tamanho. 

Os espanhóis demonstraram no Mundial do Japão que resgataram o bom e velho futebol coletivo (e ofensivo) que encantou o público e consagrou grandes equipes no passado; como as s
eleções do Brasil nas copas de 70 e 82, o badalado "Carrossel Holandês" de Cruiff em 74 (derrotado na final de forma surpreendente para a Alemanha de Beckenbauer e Gert Muller). Aliás, o enterro do futebol arte começou nessa final (Alemanha x Holanda de 74) e culminou naquele Itália 3x2 Brasil em 1982 no dia em que Paolo Rossi aprendeu a jogar. Depois desse período, nasceu o tal "futebol de resultados" onde, 1x0 jogando feio e dando chutão virou goleada e motivo de aplausos.

Temos que mudar radicalmente a forma como vemos o futebol, pois, se depender dessa bolinha que estamos apresentando, vai ser difícil convencer as próximas gerações de que um dia fomos chamados de "país do futebol". 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

AINDA RECOLHENDO OS CACOS

Após a derrota no plebiscito de domingo passado (11) tenho encontrado dificuldades para me conformar com o resultado das urnas, embora respeite a decisão da maioria. O fato de respeitar não me impede que eu discorde e muito menos me conforme. Aliás, inconformismo é uma termo que não deve fazer parte do dicionário da população da capital, mas, fazer o quê?
O fato é que a divisão do Pará aconteceu; precisa agora oficializar.


Já estou do lado de cá, faz tempo...


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O ABISMO É LOGO ALI

Há quem diga que a causa emancipacionista está perdida.
No entanto, perder ou ganhar faz parte do jogo democrático do qual todos os paraenses terão que participar no próximo domingo (11). Como não sou peru de Natal para morrer em véspera, vou acreditar até o último momento no que penso ser a melhor e a mais viável possibilidade de desenvolvimento regional: a divisão do Pará.

Meu voto será para demonstrar todo meu inconformismo com a situação em que o nosso estado chegou e, principalmente, por não vislumbrar nenhuma saída deste abismo que foi cavado ao longo dos anos.

Foto extraída do Facebook Pró-Carajás
Esta é a hora do paraense demonstrar amor por sua terra e, principalmente, por sua gente. Não apenas o "Pará-Belém", mas o Pará que abrange boa parte da região norte do País, onde muitos sentem na pele a dor do descaso e falta de comprometimento de governos cada vez mais distantes e inviabilizados economicamente. 

Abrir mão de parte do território com o objetivo nobre de melhorar a qualidade de vida de todos os paraenses será, sem dúvida, uma demonstração de amor e tanto que só fará bem e não trará prejuízos. É preciso despir-nos de egoísmos e vaidades afim de que haja desenvolvimento social, econômico e político em todas as regiões deste que tem sido apenas um colosso pobre e adormecido.

Votar "Não" é manter tudo exatamente como está. Tanto é verdade que, ao longo deste período eleitoral, nenhum plano de reestruturação e desenvolvimento estadual foi apresentado. Não nos deram esperança nenhuma de futuro - além desta realidade que todos nós bem conhecemos. É nisso que vamos apostar? 

Podem até continuar escavando o abismo, só não contem com minha pá para isso. Não sou masoquista.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

ZENALDO ESPALHA MENTIRA PARA DESESTABILIZAR CAMPANHA DO "SIM"

O deputado que encabeça a frente do "Não", Zenaldo Coutinho, espalhou na internet a falsa notícia de que o publicitário Duda Mendonça teria "largado" a campanha do "Sim". Esta notícia acabou sendo passada adiante (principalmente, pelas redes sociais) como se o marqueteiro tivesse abandonado o lado emancipacionista. 

Ouvido por este blog, o deputado João Salame disse que tudo não passou de uma grande mentira.


"O Duda não abandonou a campanha. Ele simplesmente cumpriu sua agenda aqui na região e teve que viajar para honrar outros compromissos. Nós tínhamos pleno conhecimento disso". Disse ele.

Ainda, de acordo com Salame, o publicitário Duda Mendonça - em todo o período que atuou à frente da propagando do "Sim" - sempre agiu de forma extremamente profissional. Esclareceu.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

MORRE MARCELO MORHY

Do blog de Laércio Ribeiro

Marabá perdeu, na madrugada desta segunda-feira (5/12), um de seus bons talentos musicais. O artista Marcelo Morhy Guedes morreu, vítima de acidente automobilístico. Marcelo era filho querido da escrivã de polícia Pedrina Maria Morhy Guedes, lotada na Seccional da Nova Marabá.


Em postagem na internet, Morhy deixou escrito: "Sou aventureiro, namorador, brincalhão e amigo..."
E, em outro momento, postou: "Um tocador de violão, ñ pode parar".
O corpo do artista está sendo velado na Igreja da Praça São Francisco, no núcleo Cidade Nova.




quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

PASTEL DE VENTO

Durante o debate de ontem, na RBA, o deputado João Salame (da frente pró-Carajás) disse que a campanha do "Não" é como pastel de vento pois, segundo ele, não possui conteúdo algum. Esta expressão não poderia ter sido outra, já que serviu para emoldurar a falta de propostas concretas do "Não" com relação aos problemas do Pará que, infelizmente, não passa de um gigante falido e cambaleante. Na prática, somos um colosso tão belo, mas com nenhuma força. (Taí o nosso IDH que não me deixa mentir).

O debate de ontem também serviu para mostrar a distância abissal entre o que se quer e o que é possível fazer (de fato) caso o Pará não seja dividido, e, na minha opinião, é isso que precisa ser bem avaliado pelo eleitor no próximo dia 11. O Pará "possível" é exatamente este que estamos vendo aí, sem perspectivas de crescimento e com a capacidade de investimento comprometida. É preciso que algo urgente aconteça mas, até o momento, não foi apresentado aos paraenses um outro caminho melhor que o da redivisão e que seja capaz de resolver - ou atenuar a médio prazo - esta situação de estagnação que nos encontramos.  


Em dado momento do debate, o deputado Zenaldo Coutinho - na tentativa de mostrar que as propostas para o desenvolvimento do Pará existem - esboçou alguma coisa de momento, mas a sensação da falta de conteúdo ficou ainda mais evidente.

Vejam as "grandes" propostas do "Não" para alavancar o desenvolvimento de todo o Estado - caso não haja a redivisão territorial:
  • 1º - Votar contra o "Sim". (Ora, como isso vai trazer dinheiro para o Pará se permanecer tudo exatamente como está?)
  • 2º - Lutar para que a Vale passe a pagar 6 reais por cada tonelada de minério exportado. (Só faltou ele explicar o que fará caso esta proposta não seja aprovada. Tá contando com o ovo na cloaca da galinha. Ou seria "galhinha?". Sem falar que 6 reais é pouco pelo tamanho do lucro anual apresentado pela Vale, só aqui no Pará.)
  • 3º - Lutar contra a Lei Kandir. (Ora, mas não foi exatamente durante o primeiro governo do Jatene que tal lei foi aprovada? Ficaram quietinhos, fizeram besteira e agora dizem que vão reverter a situação? Difícil crer.)
  • 4º - Descentralizar as ações do governo. (Mas, de que adianta isso se não há recursos? Chega de ações simbólicas.)
  • 5º - Promover a união política e social em todo o estado. (Na prática, isso significa  o quê mesmo, hein?)

O ponto negativo do "Sim" no debate, foi quando o deputado Lyra Maia disse que o governo dos novos estados ficariam atuando em barracas (ou tendas, não lembro bem a expressão). Ora, faça-me o favor, né deputado? Esse tipo de argumento não convence ninguém e soa apenas como discurso demagógico.

Também acho que o deputado João Salame bem que poderia ter usado outro termo que não 'pizza' para exemplificar a divisão dos recursos federais entre as unidades federativas (FPE - Fundo de Participação dos Estados). Embora a intenção dele tenha sido didática, pizza é um termo-símbolo de avacalhação dentro do cenário político.  

Acredito que o maior adversário da campanha do "Sim" não é outro, senão o sentimentalismo bairrista do paraense pela terra - embora, a "terra" em questão, seja Belém e sua circunvizinhança.

Vou votar "Sim", não pela vontade dos políticos envolvidos nessa campanha, mas pela necessidade urgente de ser fazer alguma coisa por esta terra que tem tanto a oferecer, mas vive estagnada no tempo, por conta de sucessivos governos cada vez mais omissos e ausentes. 

Acho que deixar as coisas exatamente como estão é concordar com este modelo falido de gestão. Se conformar com o Pará de hoje, é ficar como o cão parado à frente da máquina de assar frango, sentindo o cheiro e tendo o gosto apenas no imaginário. 

Se existe alguma outra forma para desenvolver estas regiões acho que já está na hora de mostrarem, pois - do contrário - o pastel continuará cheio. De vento, é claro.