sábado, 30 de julho de 2011

PONTE MISTERIOSA

Veio a público a notícia de que uma ponte está sendo construída no Rio Itacaiúnas perto do Loteamento Mirante do Vale, na margem da Rodovia Transamazônica (Km 7) depois do aeroporto - sentido Marabá-Itupiranga.

F
iscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e representantes do Ministério Público Estadual (MPE) embargaram a obra para aguardar que os responsáveis apresentem na segunda-feira, dia 1º, o EIA/Rima - Estudo de Impacto
Ambiental e Relatório de Impacto sobre Meio Ambiente

Ao menos, a Semma paralisou a construção antes que alguém coloque uma placa dizendo: 
"Mais uma obra da Prefeitura"


sexta-feira, 29 de julho de 2011

PONDERAÇÕES SOBRE SEXUALIZAÇÃO


Educação sexual: Século XXI, 
quebra de tabus não trouxe realização sexual

Por: Anderson Damasceno


Em tudo fomos futuristas. Chegamos a um futuro sem nunca viver o seu presente. Zupt! Passamos direto pela liberdade tão sonhada pelos burgueses mesmo sem saber seu caminho. Então, o que aconteceu com a área mais feliz e íntima da relação interpessoal, entre os gêneros sexuais? 


Em Marabá os números causam menos espanto do que vê uma fila em postinho de saúde, composta por gestantes ainda longe dos 18 anos. Fila para o pré-natal. Isso só é menos problemático quando se trata de HIV. De certo, essa situação pode ser fotografada não só nas grandes capitais.


Luis Fernando Veríssimo, um renomado misto de profissões liberais, anuncia que, no século XX, passamos da liberação sexual ao terror pós-coital num piscar d’olhos; “e somos a primeira geração da História a temer o termo positivo”.

O filósofo brasileiro Luiz Pondé, em entrevista a revista Veja – edição de 13 de julho – vê como descarada a atual sociedade, a qual vende a ilusão de uma vida sexual sadia. “Considero a revolução sexual um dos maiores engodos da história recente”, diz Pondé, e perfaz “há 100 anos se fazia sexo melhor”.

Todo “monumento” é um documento da barbárie, já dizia Walter Benjamin, da mesma forma essa liberação sexual velada de conquista ou maturidade sociocultural, não passa de uma pressão de mercado forçada pela indústria do sexo. Viável porque nossa democracia liberal, ou parte de nossos representantes políticos, funciona com menos rigor que casas de meretrizes.

Pouco importa as aulas de sexologia na escola se a internet, as “videolocadoras” e as telenovelas preferem ganhar dinheiro deformando qualquer educação sexual. Elas só ainda não conseguiram criminalizar a virgindade mediante algum projeto lei, agora, culturalmente, há quem duvide? 

Não seria muito extrapolar que, daqui a um século, os pedófilos quererão legalizar sua orientação sexual mediante PL.

Antes do grande boom econômico as cidades já passam pelo ataque terrorista da imoralidade – travestida muitas vezes com o charme da classe A. Até a Rita Lee teve que redimensionar seu slogan – de “Sexo, drogas e rock’n roll” para “sexo seguro, yoga e rock’n roll”. E nós? Seremos tardios?

Há de se esperar então que as pedras falem, até que os marabaenses e qualquer outra população citadina se liguem que, quem paga as duras penas da prostituição infanto-juvenil, são seus filhos e os filhos dos seus filhos?

O que as últimas estatísticas apontam forma um banco de dados que nenhum governante tem alegria em divulgar. Poder-se-ia, no mínimo, ter alegria em tentar solucionar. 

A estrutura familiar pra gerenciar essa situação, na grande maioria dos casos de gravidez precoce, é débil. Pais e mães desconhecem o que se deve fazer de imediato; e poucos refletem no que isso pode modificar em longo prazo a vida dos “jovens pais”.

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Anderson Damasceno é um jovem acadêmico, professor de inglês e repórter do jornal Opinião de Marabá. 

terça-feira, 12 de julho de 2011

CASTELO DE AREIA

Mais uma vez, o chefe do Executivo de Marabá se vê envolvido em graves acusações que revelam o mau uso do nosso suado dinheiro.

O Ministério Público Federal está processando o prefeito Maurino Magalhães, o secretário de educação Ney Calandrini e a EB Alimentação Escolar por improbidade
.

Entende-se por improbidade administrativa:

"
Qualquer ato praticado por administrador público contrário à moral e à lei; ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições".

Para citar apenas um dos exemplos que constam no relatório do MPF, a escola Ponta de Pedra na Vila Boa Esperança em total de 37 alunos distribuídos em dois turnos, recebeu no mês de janeiro 10 quilos de arroz e dois quilos de feijão. Isso equivale a 250 gramas de arroz e 50 gramas de feijão disponíveis por refeição para atender a 20 crianças em cada período. 


Eu poderia citar também as toneladas de alimentos que acabaram no lixo e que, no entanto, foi considerado apenas um descarte "dentro da normalidade".

Pois bem. Lembram daquelas propagandas da prefeitura que mostravam alunos felizes da vida por terem uma alimentação de qualidade? Como já era de conhecimento público, as tais propagandas apenas maquiavam uma realidade que desmentia a divulgação oficial.

Enquanto alunos comiam 'farofa e ovo', a 'tchurma' do Maurino caprichava no marketing (nada contra os marqueteiros, afinal, são pagos pra isso) onde era apresentada para a sociedade uma versão 'light' dos fatos.

Para que não digam que estou mentindo, divulgo abaixo um desses vídeos que, logo de cara, é dito que a tal 'refeição' é "o maior projeto da prefeitura de Marabá".

Imaginem se não fosse...



video



domingo, 10 de julho de 2011

TALENTO PURO

Victor Rolfsen é guitarrista, baixista e tecladista que nasceu em 25 de outubro de 1992, no interior do Estado de São Paulo. 

Ao completar 1 ano de idade perdeu a visão em decorrência de um câncer de retina. 
Aos 3 anos começou a tocar instintivamente, ou seja, de ouvido. 

Com apenas 5 anos Victor já tinha ouvido absoluto. Aos 9, fez sua primeira apresentação em público, iniciando ali sua carreira profissional, quando apresentou-se para cerca de 4 mil pessoas
.



sexta-feira, 8 de julho de 2011

MAURINO. PODE VIR QUENTE QUE EU ESTOU FERVENDO!

Ontem fui informado que o prefeito Maurino Magalhães resolveu processar, além de mim, os brilhantes blogueiros: Ademir Braz (Quaradouro), Ribamar Ribeiro (Contraponto & Reflexão), Chagas Filho (Terra do Nunca) e Laércio Ribeiro (Blog do Laércio Ribeiro), por causa da divulgação de uma montagem que fiz baseada na falácia do gestor perante opinião pública ao valer-se de veículos de comunicação como rádio, TV e jornal impresso.

Gostaria de ter feito esta postagem assim que tomei conhecimento do caso, porém, fiquei impossibilitado devido ao trabalho e também estava sem cabeça pra me preocupar com acusações tão bisonhas.


Se a intenção do prefeito era intimidar ou silenciar a voz daqueles que discordam de sua forma de administração peculiar, quero alertá-lo que essa não foi uma boa ideia. 


Já fui notificado oficialmente para comparecer em audiência no próximo mês, e digo que estou me sentindo motivado e até ansioso para prestar os devidos esclarecimentos à justiça. Será uma excelente oportunidade de provar que ele é um mentiroso e tenta ludibriar a opinião pública com suas propagandas fantasiosas (daí a semelhança com Joseph Goebbels).


Interpretar o sentido de uma imagem sem levar em conta o conteúdo que a acompanha é típico de gente que tem preguiça de ler ou de gente que andou cabulando as aulas. Talvez, na próxima oportunidade, eu desenhe bem devagarinho pra ver se conseguem captar alguma coisa de fato, e assim, não estuprem o sentido real da mensagem que está sendo transmitida.


Se eu quisesse associar o prefeito ao nazismo não acham que seria melhor eu te-lo colocado ao lado de Hitler, que parece ser um pouco mais conhecido que o tal Goebbels? 


Logicamente, a comparação não foi por
Goebbels ser nazista mas, única e exclusivamente, pelo fato de que foi dele as infames frases:

“Uma mentira dita mil vezes, torna-se uma verdade"
 
"Não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter um certo efeito"

Se as frases acima tivessem sido proferidas por Elvis Presley, por exemplo, então a montagem teria ficado assim:




No entanto, as frases em questão foram ditas por uma 'marqueteiro' que, por acaso, era nazista. Logo, não é ao nazismo que estou evidenciando, mas sim uma jogada de marketing proposta pelo ministro de propaganda alemã.


Quem lê o texto "A reencarnação de Goebbels" percebe facilmente que em momento algum ataquei o 'cidadão' Maurino em sua vida privada ou familiar, mas sim, o prefeito - que é um agente público. 
E isso fica claro quando digo: 

"
Tantas são as melhorias divulgadas pela prefeitura que dá até pra acreditar". 

E ainda concluo dizendo:


"Sinceramente, espero que as semelhanças parem por aí."


Pelo jeito, interpretação de texto não é um privilégio de todos. Que o diga o sr. Maurino Magalhães e sua assessoria jurídica.


terça-feira, 5 de julho de 2011

EXCLUSIVO!

O Resto do Iceberg conseguiu uma cópia da prova que assegurou ao técnico João Galvão posto permanente no comando do time.

Ideia original: autor desconhecido

RECORDAR É VIVER

(Com informações retiradas do blog de Laércio Ribeiro.)

Lembram daquele episódio em que assaram uma 'big pizza' na Câmara de Marabá - onde a vereadora Ismaelka Queiroz (PTB) acabou sendo absolvida após ter feito mau uso de um veículo oficial e tudo acabou não passando de um mal-entendido?
Pois bem. Na época, houve um certo "julgamento" cujo resultado deixou parte da sociedade indignada. 


Gostaria de relembrar o que cada vereador expôs em defesa da Elka.


Antônio Hilário Ribeiro (PR) - O Antônio da Ótica foi o mais declarado. Ele avaliou que Elka não cometeu nenhum erro e, por isso, não deveria, na sua opinião, nem mesmo ser suspensa, temporariamente. “Eu acho que qualquer tipo de punição seria injusta”, disse ele, argumentando que Elka não jogou “dinheiro público fora”. 

Nagib Mutran (PMDB) - 
 Afirmou ser aquele um momento delicado para os vereadores, o qual ele preferia não ter que enfrentar. “Hoje é um dia que eu não gostaria de passar, porque é extremamente difícil você julgar as pessoas, principalmente quando se trata de uma colega de parlamento”, asseverou. E acrescentou: “Só faz um julgamento isento quando se transporta para o outro lado. Acredito no bom senso de todos. Acredito que daqui saia o melhor juízo sobre esta questão da vereadora Ismaelka”.

Edivaldo Santos (PPS) - Foi o que mais se prolongou em seu pronunciamento. Ele chegou a extrapolar os 15 minutos, tempo limite disponibilizado para cada fala. Edivaldo começou citando o capítulo 7 do livro bíblico de Mateus, onde se lê: “Não julgueis para que não sejais julgado, porque com o critério que julgardes julgarão a vós também.” O parlamentar questionou a ausência da sociedade naquele momento importante para a democracia e lembrou que ele já fez mais de uma denúncia de mau uso de veículos na administração municipal e até agora nada aconteceu.
“O que foi feito? A comissão é só pra investigar vereador? Por que não criam comissão pra investigar isso? É como se nós vereadores fôssemos tudo de ruim nesta cidade”, declarou. Edivaldo defendeu a atitude de Elka, uma vez que, segundo ela, o veículo que estava à disposição do seu gabinete foi utilizado para transportar pessoas doentes e não para tratar de assuntos de interesse particular dela, vereadora. “Quem precisa de socorro não quer saber se o carro é da Câmara ou de quem quer que seja. E se o vereador não atender ainda vão sair falando mal dele”, argumentou.

Ronaldo Araújo (DEM) - O Ronaldo da 33, também deixou claro em suas poucas palavras que não condenava a colega. “Quem é que nunca errou?”, indagou.

Ronaldo Batista Chaves (PTB) - O Ronaldo Yara, lamentou que sua companheira de partido tivesse passado pelo que passou e atribuiu tudo à ausência de sua assessoria que deveria tê-la orientado melhor.

Vanda Américo (PV) -  Aconselhou que Elka aproveitasse tudo o que aconteceu para fazer uma reflexão e tirar lições. E aduziu que a vereadora amadurecerá diante de tudo. “Tenho certeza que Vossa Excelência vai voltar para esta casa, com vontade renovada”.

Gerson do Rosário Varela, o Gérson do Badeco (PHS) - Preferiu o argumento de que ninguém é santo. “Quem nunca cometeu uma infração de trânsito que levante a mão”, desafiou ele, com a propriedade de quem já atuou muito tempo como agente do DMTU.

No mesmo tom, se manifestou Alécio Stringari, o Alécio da Palmiteira (PSB). “No seu lugar, Ismaelka, poderia estar qualquer um de nós”. E finalizou: “Quem nunca errou que atire a primeira pedra”.

A vereadora Toinha (PT) se ateve a enfatizar que o trabalho da Comissão foi feito com ética e seriedade, e rebateu a alegação de Elka, em sua defesa apresentada por escrito, de que não tinha conhecimento da resolução que disciplina o uso do veículo. A vereadora mostrou que a resolução foi votada ano passado, com a presença de Elka, que inclusive assinou o parecer, como membro àquela época da Comissão Permanente de Justiça, Legislação e Redação.

Foi rebatendo esse suposto desconhecimento alegado por Elka, que a vereadora Júlia Rosa (PDT) também se pronunciou. “Eu me senti a própria megera, quando estava sendo lido o relatório, dizendo que a senhora não teve conhecimento da resolução e a Mesa arbitrariamente propôs investigá-la”, revelou Júlia. “Vossa Excelência sabe o quanto eu lhe quero bem. Jamais a Mesa tomaria qualquer atitude no sentido de prejudicá-la”, acrescentou. 

Irismar Sampaio (PR) enfatizou que foi uma árdua missão atuar na Comissão Especial de Inquérito e, evangélica que é, finalizou sua fala citando um texto bíblico, como querendo justificar seu voto. “A Bíblia diz fazei o bem e não o mal, pois esta é a vontade de nosso Senhor Jesus Cristo”.

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  NOTA INQUIETANTE DESTE BLOG:  

Pois é, caros amigos...

Será que a comissão que cuidou do caso realmente investigou com seriedade alguma coisa ou foi apenas uma tentativa de  empurrar a sujeira toda para debaixo do tapete? 
Sei não, hein...

Segundo apurou o repórter Ulisses Pompeu (para o Correio do Tocantins) o Ministério Público Estadual levantou questões importantes sobre o caso (leia aqui). Questões estas que passaram 
bem longe das vistas dos vereadores que atuaram no episódio. 

Descaso, omissão ou incompetência?